quarta-feira, 22 de abril de 2015

P.E.C. Nº 299: Importam-se de repetir, por favor?


Recordemos alguns factos:

  • No passado dia oito de abril, na apresentação oficial do Rali de Portugal safra 2015, Michèle Mouton, em representação, presume-se, da Federação Internacional do Automóvel, enfatizou publicamente que o comportamento disciplinado do público é crucial para que «o WRC continue a viver e a manter-se no norte de Portugal», o que por exclusão de partes conduz inevitavelmente à conclusão de que há hipótese, em caso de eventuais problemas de segurança, que o evento abandone o Minho e Douro Litoral


  • No dia 14 de abril, Carlos Barbosa propõe à Câmara Municipal do Porto a realização de uma superespecial desenhada na cidade Invicta para a edição do Rali em 2016 (fazendo pressupor uma vez mais que o evento a norte no próximo ano é dado adquirido)



  • Retrocedendo a catorze de abril, Carlos Barbosa reúne com Rui Moreira, Presidente da CMP, discutindo a possibilidade de levar a bom Porto (literalmente) a referida superespecial na cidade em 2016; 

  • Desconhece-se se o entusiasmo que ambos denotaram perante esta hipótese foi antes ou «a seguir ao almoço», mas à partida estamos em crer que Barbosa acreditará que Moreira já atingiu a maioridade e deixou, portanto, a condição de «garoto», e certamente em matéria de Rali de Portugal e dos encargos com tal superespecial há muito que lá vão as «contas à moda do ACP»

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O Rali de Portugal, independentemente de se gostar ou não da modalidade, é uma das mais sólidas instituições nacionais

Nasceu no advento da ditadura, sobreviveu incólume aos conturbados tempos da revolução, e soube afirmar-se nestes mais de quarenta anos de democracia acima dos sucessivos governos e poderes públicos da mais diversa ordem. 

Passou por crises profundas como as de 1986 ou 2001. 

Conseguiu reinventar-se e robustecer-se sempre que as circunstâncias assim o impuseram. 

É a manifestação desportiva realizada em terras lusas com mais projeção no exterior

Continua a ser uma das mais admiráveis expressões do ‘bem-fazer’ português, reunindo, ano após ano, década após década, um capital de prestígio fora de portas que muito poucas realizações neste país conseguem alcançar

Uma das melhores formas de conferir reputação e identidade a uma instituição passa pelos seus responsáveis comunicarem a uma só voz, com uma estratégia clara e bem definida, alicerçada num discurso simples e facilmente percetível pelos destinatários da respetiva mensagem. 

Tudo, portanto, o que as mais altas-figuras do ACP/Organização do Rali de Portugal não estão a fazer. 

O desastre a nível de comunicação é evidente. 

Não parece haver uma preocupação em articular previamente as declarações que se proferem para a imprensa, o que redunda neste espetáculo de se dizer num dia uma coisa e no mesmo dia quase o seu contrário. 

A decorrência de tanto ziguezague é preocupante, e passa sobretudo por haver um número crescente de pessoas, a começar pelos adeptos (a quem todos os ‘avisos’, ‘apelos’, ‘alertas’ ou, talvez, ameaças em matéria de segurança se destinam…), que não está a levar a sério o que Carlos Barbosa e Pedro de Almeida têm vindo a dizer desde que o evento foi apresentado. 

Confundindo-se a si próprio com o cargo que ocupa (tique em que invariavelmente incorre), Barbosa, na sequência da apresentação do Rali a disputar no próximo mês, não deixou sequer de sucumbir à tentação de instrumentalizar o evento, no qual interveio na qualidade de Presidente da Direção do ACP, em função das suas animosidades pessoais (reportamo-nos a Rui Rio, anterior Presidente da Câmara Municipal do Porto), aproveitando um encontro com alguma solenidade com a imprensa para expressar estados de alma completamente à margem do propósito de tal briefing informativo. 

Estar-se à altura de um lugar pressupõe conhecer e respeitar o passado da instituição que se serve. 

O Rali de Portugal atingirá em 2016 o respeitável número de cinquenta primaveras, e do seu álbum de ouro em quase meio-século de existência estão, entre outras, passagens por Tavira, Setúbal, Macedo de Cavaleiros, Arouca ou Vilar de Mouros (para fugirmos ao classicismo de Fafe, Arganil e Sintra)

O discurso atual colocado em prática pelos decisores da prova está focalizado na dramatização de uma eventual saída do Rali de Portugal do norte do país, caso no próximo mês possam haver contratempos em matéria de segurança. 

Da recolha que fizemos às declarações que têm vindo a ser proferidas em dias recentes, em momento algum foi dito, note-se, que há fundados riscos do evento deixar Portugal e/ou o calendário do campeonato do mundo da modalidade. 

A sinalização dada (de forma bastante clara, diga-se) é um pouco diferente e vai no sentido de um hipotético mau comportamento do público poder originar que a prova saia da região norte do nosso país, fazendo pressupor, então, que em tal cenário a mesma regresse ao sul ou se desenvolva no centro. 

A mensagem subliminar aqui contida é grave, por diferenciar um acontecimento de caráter e expressão nacional consoante a localização geográfica onde se disputa. 

Para os mais altos responsáveis do Rali de Portugal, que deveriam em primeira instância, na nossa leitura, defendê-lo e promovê-lo acima de interesses locais, parece haver uma filosofia de que há um Rali de Portugal a norte que é filho e um Rali de Portugal em qualquer outra região que será enteado, um Rali de Portugal a norte que merece a defesa incondicional dos seus responsáveis máximos e um Rali de Portugal em qualquer outra região que deverá ser encarado como uma segunda escolha ou um mal menor. 

Se as circunstâncias assim o ditarem, não vemos qualquer drama em especial que a prova deixe de se disputar acima do Douro para regressar ao Algarve ou à região centro de Portugal, tal como encarámos com a maior naturalidade e sem laivos de polémica a opção de o fazer disputar no próximo mês na Arga, Fafe, Aboboreira, Marão ou Cabreira

Como referimos anteriormente o Rali de Portugal não está a começar bem

A organização de prova terá feito mal o trabalho de casa relativamente às mais eficazes formas de manter o público em segurança (numa realidade completamente distinta daquilo que conhecemos em anos anteriores, quando a prova se desenrolou no Alentejo e Algarve), parece estar com evidentes dificuldades em antecipar a enorme quantidade de adeptos, portugueses e não só, que seguramente acorrerão às especiais nortenhas no quarto fim-de-semana do próximo mês de maio, e demonstra um grau de nervosismo que apenas se compreende à luz de um clima de fim de ciclo, talvez já num enquadramento, o futuro o dirá, de puro estertor do Barbosismo enquanto modo de ser, de estar, e de intervir no âmbito do automobilismo português.

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Nota:
Temos sido acusados nas últimas semanas, através de mensagens privadas que nos têm sido dirigidas, de ‘estar ao serviço’ de uma das listas concorrentes aos órgãos sociais do ACP, cujo sufrágio eleitoral está agendado para trinta de abril. Este blogue dedica-se em exclusivo à causa dos Ralis, é absolutamente livre e independente nos seus propósitos (algo que talvez estes nossos 'interlocutores' não possam dizer de si próprios), produz opinião própria que pode e deve ser contraditada em múltiplos locais, pelo que os remoques que nos têm sido lançados estão a falhar por completo o alvo, quanto mais não seja porque não somos associados do Automóvel Club de Portugal, não conhecemos pessoalmente nem temos relações próximas com nenhum dos candidatos que se apresentam a escrutínio, nem temos qualquer interesse direto ou indireto naquele que vier a ser o resultado final do mencionado ato eleitoral. Para que conste!

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A FOTO PRESENTE NESTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
- https://rallydeportugalspecial.wordpress.com/tag/acp/

segunda-feira, 13 de abril de 2015

P.E.C. Nº 298: Para lá do Marão, mandam os que lá vão?


I)

Há poucos dias, perante as mais gradas figuras do automobilismo nacional e influentes decisores dos Ralis internacionais, foi oficialmente apresentada a quadragésima nona edição do Rali de Portugal, a disputar no final do próximo mês na zona norte do país.

A resenha da respetiva conferência de imprensa não é complicada de fazer.

Nada em termos de estrutura da prova foi revelado que não se soubesse já publicamente, redundando numa quase mão-cheia de nada as sucessivas declarações ali produzidas, por entre manifestações de bairrismo bacoco, o lamento (que subscrevemos) do Turismo de Portugal por motivos puramente políticos se ter excluído do lote de parceiros institucionais do evento, ou a conhecida propensão de Carlos Barbosa para polemizar neste género de ocasiões.

Ainda assim, como aspeto a ressalvar, claramente ficou no ar uma mudança no discurso oficial relativamente à questão sempre sensível do público.

A narrativa focada na grande massa humana que segue a prova como primeiro fundamento para que o Rali de Portugal tenha retornado a norte, após dez edições de vocação sulista, deu agora lugar a um tom ameaçador e algo moralista, transformando os adeptos num problema onde antes eram encarados como pilar central para a manutenção do evento no campeonato do mundo.

Foi o ACP, com o alto-patrocínio da FIA, diga-se, que decidiu fazer regressar o Rali ao norte do país, sob o argumento, repetido até à náusea, que havia que levar a prova onde está a ´paixão pelas corridas’ e o ‘público’. 

Sempre se soube que essa aposta acarretaria alguns riscos no que respeita ao comportamento dos adeptos, mas ainda assim o ACP decidiu de livre vontade fazê-la.

Ao invés de exercer alguma pedagogia, enaltecendo os progressos significativos em matéria comportamental que os espetadores vêm dando mostras há muitos anos a esta parte, ou fazendo passar uma mensagem positiva e de responsabilidade no sentido de, por exemplo, não ser possível estar-se colocado no perímetro da faixa de rodagem nem na parte exterior das curvas, os responsáveis pelo Rali, pelo contrário, parecem desde já animados em transformar os adeptos no bode-expiatório de eventuais contratempos em matéria de segurança que possam ocorrer.

Como súmula das intervenções realizadas na apresentação do evento, fica a impressão que a estratégia não passa por fomentar junto dos aficionados a ideia de firmeza por parte da organização, mas sim exercer autoritarismo e total incomplacência em caso de comportamentos à margem da ordem pré-instituída.

Pior: nas entrelinhas fica subjacente um receio não-assumido de que a situação possa ficar fora de controlo, quando comunicacionalmente o sinal a dar tinha de ir no sentido de estar já devidamente estudado e preparado todo e qualquer cenário quanto ao comportamento do público.

Nessa medida, o Rali de Portugal de 2015 começa algo faralhado, parecendo-nos pouco feliz a aposta em eleger os que gostam deste desporto como principal inimigo do evento.

Do que foi dito na conferência de apresentação, fica a certeza que o modelo das Zonas-Espetáculo é para manter.

Serão cerca de trinta o total de locais destinados ao público, dos quais, estranhamente, não foi revelada a respetiva localização em concreto.

Só nesses espaços pré-definidos (quem nem é líquido serem os ideais para ver a prova nas melhores condições) é que poderão estar espetadores, ficando o resto da classificativa interdita a observar-se o evoluir de carros e pilotos, modelo inflexível que, aliás, nem sequer foi posto em prática nos anos em que a prova passou pelo sul do país, uma vez que foram vários os locais nessas edições do Rali não classificados como Z.E. nos quais se verificou sã convivência entre público e forças policiais, sempre com patamares de segurança totalmente garantidos.

Compartimentar ou, numa linguagem mais drástica, 'engaiolar' o público (não obstante Mário Martins da Silva, Presidente da Comissão Organizadora, ter vindo a terreiro deitar alguma água na fervura) é oficialmente o intuito de Carlos Barbosa e Pedro de Almeida (com o beneplácito de Michèle Mouton, WRC Rally Manager da FIA, que veio ao nosso país ajudar à dramatização), pese embora desconfiarmos, atenta a experiência de ambos, que serão os próprios os primeiros a não acreditar no modelo de segurança que publicamente preconizam.

II)

Mais abaixo partilhamos uma série de imagens que recolhemos relativamente a viagens feitas ao interior (total ou parcial) dos troços que compõem a próxima edição do Rali de Portugal, alguns deles terreno virgem para muitos dos adeptos que ali se deslocarão para ver o evento.

Parece-nos que vale a pena investir tempo a ver estes filmes, uma vez que se fica com uma noção mais concreta daquilo que espera os pilotos dentro de mês e meio, e possibilita, dentro do possível, filtrar-se um pouco do que poderão ser os locais mais interessantes para ver Sordo & Companhia em ação.

Há um pouco de tudo.

Após a subida que leva ao topo da serra na classificativa de Caminha, iniciada sensivelmente após a passagem sobre a autoestrada n.º 28, há algumas zonas mais despidas de vegetação a fazer lembrar o planalto da Lousã.

Em Viana do Castelo há partes de arvoredo a remeter para algumas zonas de Mortágua, outros segmentos a recordar as longas curvas de Viseu.

O outrora temível São Lourenço, que no passado fez fama pelo piso demolidor, dá agora lugar a uma autoestrada em terra com chão altamente polido, algo tão contranatura como o guitarrista Keith Richards (dos Rolling Stones) aparecer em público com a pele da cara tão esticada como a da socialite Lili Caneças.

A Cabreira (rebatizada agora como Vieira do Minho) está também mais aplainada que noutros tempos, Fafe é sobejamente conhecida, Fridão pede alma e coração aos concorrentes (recuperando a vocação Amarantina da prova, zona onde a nosso ver estão várias das melhores estradas para Ralis do país), e Baião revisita as rápidas e interessantes especiais outrora traçadas na Serra da Aboboreira.

Há, depois, o Marão.

Após ver e rever o filme sobre esta classificativa, pensamos que a mesma se tornará em breve um dos mais admiráveis percursos cronometrados de todo o calendário do campeonato do mundo de Ralis, profusamente filmada e fotografada.

O que vemos é sublime.

Toda a subida inicial que começa numa zona florestal e com encadeados de curvas, dá depois lugar a uma parte mais rápida que lembra a grandiloquência de Arganil, nem sempre com bom piso precisamente como no Açor, em que estrada rasga como um bisturi a encosta do monte, deixando aos pilotos Serra do lado direito e ribanceira do lado esquerdo (aqui com alguma carga ‘dramática’ e pinceladas de perigo em acaso de acidente, num clima de tensão para quem compete e para que vê que vai também ajudar a construir a lenda).

No topo do Marão, a rendição continua.

Há por ali um pouco da parte alta da antiga especial de Mortazel/Vila Pouca (aerogeradores), e muito de Fafe (grandes pedregulhos a ajudar a definir os contornos da estrada).

A classificativa estreita-se e torna-se muito mais sinuosa a certa altura.

Há algumas zonas em que imaginariamente parece que as grandes rochas foram ali criteriosamente colocadas para obrigar os carros a fazer gincana serpenteando entre elas, prometendo ‘bonecos’ fotográficos irresistíveis.

Toda a descida que leva os concorrentes até à tomada de tempos é também ela fascinante, pedindo muito braço, bons travões, e dosagem significativa de coragem, predicados que conhecemos noutras eras, por exemplo, na descida ao Alqueve e na parte final de Mões.

Julgava-se já não haver tesouros perdidos assim…

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 PONTE DE LIMA

 

 CAMINHA 

 VIANA DO CASTELO 

 BAIÃO 

 MARÃO 

 FRIDÃO 


 FAFE 

 CABREIRA 


A FOTO PUBLICADA NESTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
- http://www.panoramio.com/photo/52268309?source=wapi&referrer=kh.google.com

quarta-feira, 8 de abril de 2015

P.E.C. Nº 297: De génio e de louco todos temos um pouco. Mas McRae tem mais!


A história do trabalho que agora trazemos ao caro leitor, começa com um conflito interior

Hesitámos em selecionar para título a expressão McRae TEM mais’ ou McRae TINHA mais’.

Optámos pela primeira hipótese. 

O apelido do inesquecível escocês transcende em muito aquilo que foi a sua existência física, abruptamente interrompida em setembro de 2007. 

McRae está imortalizado na linguagem dos Ralis como sinónimo de padrão ou forma de competir na modalidade. 

Acima de vitórias, resultados, ou automóveis que tripulou ao longo da carreira, o saudoso piloto tornou-se um legado deste desporto, materializado em coragem, tenacidade e determinação sem limites. 

Escrever sobre Colin com o mínimo de originalidade é difícil, na medida em que tudo já foi dissecado relativamente à sua idiossincrasia competitiva. 

Porém, o filão de momentos que nos reservam (boas) surpresas, reforçam a lenda e o projetam para a posterioridade parece (e ainda bem) por vezes inesgotável. 

Na sequência do nosso trabalho anterior foi-nos remetida uma mensagem extremamente simpática, através das redes sociais, acompanhada da portentosa fotografia que abre o presente trabalho. 

No dia 23 de março de 1999, um pouco antes da hora do almoço, na classificativa da Aguieira, Eduardo Moita (o autor da referida foto, que nos fez chegar a mensagem a que aludimos na frase anterior) estava no mesmo local da fotografia que esmiuçámos na P.E.C. Nº 296

Como esclarecimento prévio (que bastante agradecemos) elucidou-nos que tal imagem (revê-la aqui) não foi colhida a partir de helicóptero (como erradamente supúnhamos), mas sim por adeptos colocados numa elevação de terra que ladeava o troço. 

Confirmando cabalmente o que escrevemos, Eduardo Moita (segundo palavras do próprio, em apurado exercício de ‘equilíbrio’ para não cair às aguas gélidas do Cris) explicitou, de seguida, que de facto ninguém cortou a curva como o McRae, exemplificando com uma outra foto (visualizável mais abaixo neste trabalho) ilustrativa de Petter Solberg e colhida minutos depois do outro lado da faixa de rodagem (do lado de fora da curva em questão, se quisermos), onde se percebe uma trajetória bem mais conservadora do norueguês quando comparada com a do seu colega de equipa natural da Escócia. 

Neste novo ângulo de visão que Moita de forma magistral nos proporciona (deve ter até sentido o cheiro a transpiração do McRae e do Grist, tão perto o Focus passou da sua cabeça), reforça-se a ideia de que o homem de Lanark não era passível de etiquetar em qualquer definição de Ralis, nem tão-pouco compaginável com estratégias de corrida. 

Andar em prova, mesmo num momento de liderança confortável como era o caso na Aguieira há dezasseis anos, pressupunha sempre para Colin um elemento de risco, fosse uma roda no ar fora da estrada, fosse o provocar um aluimento de terras à passagem dos bólides que conduziu. 

O instantâneo de Eduardo Moita (só quem está impregnado do pulsar deste desporto fabuloso é que verdadeiramente compreende, não só o alcance e simbolismo do momento retratado, bem como os riscos, sobretudo físicos, que motivam um aficionado a posicionar-se num lugar assim…) é mais um documento a entrar de pleno direito no portfólio dos tesouros que entronizam McRae como personagem ímpar na história de Ralis, o qual, por dever de justiça (e após a necessária autorização do autor, que obviamente muito agradecemos), nos sentimos automaticamente impelidos a promover e divulgar neste espaço a partir do momento em que o visualizámos pela primeira vez.


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