quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

P.E.C. Nº 248: CNR inicia-se num clima de festa, mas sob o signo de algumas incertezas...


A realidade, essa marota incorrigível, teima todos os anos em contrariar-nos. 

Quando, alimentados pelo nosso pessimismo crónico, no início de cada campeonato nacional de Ralis ousamos antecipar cenários a roçar o sombrio quanto ao número e qualidade dos futuros participantes (carros e pilotos), quase sempre, felizmente, os nossos piores augúrios não se confirmam e as listas de inscritos apresentam-se bem mais (ou um pouco mais, consoante a leitura que se queira fazer) recheadas do que prevíramos. 

Expressámos em ocasião anterior diversos receios relativamente ao que poderia vir ser a temporada de 2014, em função da conjuntura que o país atravessa, da apresentação tardia das linhas-mestras regulamentares que regerão o campeonato nacional de Ralis e, também, do aumento considerável do número de etapas no respetivo calendário (os Ralis ‘adicionais’, Portugal, Açores e Madeira são precisamente, com desarmante clareza, os mais onerosos do ano) a inflacionar sobremaneira orçamentos. 

Enganámo-nos

A modalidade voltou a aplicar-nos potente murro no estômago, confrontando-nos com a nossa confrangedora arte de prognosticar

Os últimos dias têm revelado uma torrente noticiosa em torno do CNR nunca vista em anos recentes. 

de tudo um pouco. 

Campeões de regresso na procura de reviver glórias passadas, pilotos em dificuldades para angariar apoios para a totalidade da época, ou nomes que, pelas mais diversas ordens de razão, estão em rota de afastamento com o campeonato. 

Em suma: boas e más notícias. 

Vejamos, em resumo, aquilo que, salvo surpresas de maior, poderemos encontrar a partir do próximo sábado em Fafe. 

Ricardo Moura, campeão nacional em título, revelou em declarações recentes encontrar-se em pleno (e ‘clássico’…) processo de aguardar resposta de potenciais patrocinadores. 

Entre aqueles que se dignarão responder e os que simplesmente nada dirão (também um ‘clássico’…), caso não conseguia reunir apoios suficientes admite um regresso em algumas provas ao Lancer de produção, cuja utilização em competição é menos dispendiosa que a do Skoda Fabia S2000 (alegadamente à venda)

O tricampeão nacional é, aliás, um ótimo exemplo de como construir uma carreira em crescendo.

Além dos inúmeros dotes de condução que foi aprimorando ao longo dos anos, além de se ter sabido munir de uma estrutura como a ARC Sport ao seu redor e de um navegador de primeira água a acompanhá-lo, tem tido a arte e engenho para discreta e atempadamente viabilizar orçamentos para as suas épocas desportivas. 

Reside neste último aspeto, não só mas também, um dos segredos do seu êxito. 

Para 2014 a incógnita financeira parece ser uma realidade. 

A conferir como a questão evoluirá. 

Bernardo Sousa, acompanhado de Hugo Magalhães, não obstante alinhar à partida do ‘Serras de Fafe’ como carro ‘0’, pretende para este ano devolver um segundo fôlego à sua carreira com a renovada aposta num projeto internacional, tudo o indica, no WRC2, aos comandos de um competitivo Ford Fiesta RRC

Miguel Jorge Barbosa, atual campeão do agrupamento de produção, tem sido especialmente crítico da nova nomenclatura do campeonato, mais preenchida em termos de eventos (mais dispendiosa também por isso) e ainda se desconhece para onde poderá evoluir o seu trajeto desportivo, sendo certo que, à partida, será um dos ausentes no CNR/2014, ele que alegadamente terá adquirido um Fiesta R5, e notoriamente tem vindo em anos anteriores a fazer uma evolução considerável no plano da condução. 

Uma ausência, a confirmar-se, que não pode deixar de se lamentar, princípio extensível a Alberto Silva, copiloto que por norma o tem acompanhado. 

Em contraponto às notícias menos boas, há as novidades de relevo a destacar. 

José Pedro Fontes, aureolado com um título de campeão na F2 (em 2005), e dois triunfos à geral (Algarve/2008 e Centro de Portugal/2010), após um ciclo bastante bem sucedido nas provas de velocidade regressa em 2014 ao CNR para disputar a totalidade da época, depois de alguns anos de presença intermitente nas provas de estrada. 

Ainda sem estar definida a viatura que tripulará a partir da segunda prova da temporada, em Fafe socorrer-se-á do Impreza de ‘grupo N’ com que competiu esporadicamente em 2013, agora acompanhado, com grande surpresa, por Inês Grancha, numa aposta de risco face à inexperiência da navegadora nos Ralis a este nível, ela que tem centrado em anos recentes o seu trajeto nas competições de todo-o-terreno. 

O sempre desconcertante Ricardo Teodósio ensaia também nas especiais de Fafe no seu regresso ao nacional de Ralis (sim, vai haver ao longo do ano 'espetáculo máximo garantido'…), ainda e sempre através dos seus Lancer de eleição, agora com um Evo IX com o qual promete diversas dores de cabeça a alguma concorrência melhor equipada. 

Pedro Meireles, acompanhado de novo por Mário Castro, apresenta-se à partida na etapa de abertura do campeonato com o Skoda Fabia S2000 que lhe conhecemos em 2013, mas ainda sem ter garantido, também, a totalidade do orçamento para a sua temporada desportiva. 

Adruzilo Lopes e o seu navegador Vasco Ferreira constam de igual forma da lista de inscritos à prova organizada pela Demoporto, havendo ainda, também, muitas interrogações sobre se conseguirão reunir apoios para disputar os oito eventos do campeonato. 

Para já estarão em liça na abertura da época com o muito bem preparado Subaru Impreza R4, mas o tricampeão nacional sonha com a hipótese de alugar um R5 para as provas seguintes (adivinhou, caro leitor, aguarda resposta de eventuais patrocinadores), modelo que, aliás, testou em Fafe no início de janeiro (o carro que Diogo Salvi fará evoluir nas classificativas nacionais esta época)

Para assinalar vinte e cinco anos de carreira, 2014 marca o regresso de Rui Madeira a provas do campeonato nacional de Ralis, após sete anos de ausência. 

Quando as suas intenções passariam apenas pela presença no Rali de Portugal (que venceu, em 1996, e onde brilhou a grande altura em várias outras ocasiões, algumas precisamente nas especiais fafenses), é com bastante agrado que se constata ter viabilizado a presença também nesta etapa de abertura da época aos comandos de um Fiesta R5, para já acompanhado de Paulo Primaz, também de volta aos Ralis e ao nacional da modalidade num regresso que naturalmente não se pode deixar de saudar. 

Carlos Martins, vencedor do Open de Ralis em 2013, dá o salto para o CNR com legítimas ambições de disputar os melhores lugares do agrupamento de produção, confiando que o Evo IX com as especificações R4 será arma eficaz para o efeito. 

Tal como na jornada de abertura da época anterior, apresenta-se novamente em Fafe navegado por Pedro Peres (cada vez menos piloto e cada vez mais navegador…)

Miguel Campos, 'à espera de resposta de patrocinadores', será uma das ausências de proa em Fafe, tendo já dado conta de apenas pretender participar no CNR com um programa de provas reduzido, com vista a preparar um projeto devidamente estruturado para 2015. 

Diogo Salvi transita do Open dos Ralis, com a vantagem de não incidir sobre si os holofotes do favoritismo às vitórias e títulos. 

Ainda assim, há a salientar que tem vindo a encetar um processo muito sólido de aprendizagem à sua nova viatura (Ford Fiesta R5), socorrendo-se de uma equipa como a ARC Sport que tem provas mais que dadas em matéria de preparação de carros de Ralis, e fazendo-se acompanhar nesta aventura pelo experiente e conceituado Paulo Babo, que lhe poderá ser muito útil na progressiva melhoria da performance

Quanto a João Barros, campeão em título nas duas rodas motrizes, dentro do quadro que temos vindo a traçar há quem aposte nele como principal candidato ao título, acompanhado uma vez mais por Jorge Henriques

Mais de três centenas e meia de quilómetros de testes amealhados neste defeso, nos mais variados pisos e cenários, terão dado um considerável capital de confiança ao piloto do novo Fiesta R5 e informação muito abrangente sobre a melhor forma de extrair todo o potencial da máquina quanto a setups e afinações. 

Sem constrangimentos orçamentais, parte para esta temporada com legítimas ambições de chegar ao título. 

, em diversos quadrantes, quem negligencie Barros. 

Precipitadamente, pensamos. 

O piloto de Paredes tem vindo a preparar a sua temporada com tempo e método (um luxo nos tempos que correm), dá continuadas mostras de confiança e pouca permeabilidade à pressão, pelo que nas contas do título é forte possibilidade a considerar. 

O campeão das duas rodas motrizes/CRP2 em 2013 ainda carrega consigo o labéu de piloto endinheirado, cujos meios ao dispor são superiores às qualidades de pilotagem. 

Por paradoxal que possa parecer, esse sentimento quase geral talvez seja um dos grandes trunfos de João Barros. 

Subavaliá-lo, escrevemos desde já para memória futura, pode vir a causar engulhos a muito boa gente. 

Diogo Gago, presente em Fafe, espreita a hipótese de dar continuidade à internacionalização da sua carreira repetindo a 208 Rally Cup em França, mas nesta altura as incógnitas sobre o seu programa desportivo para este ano ainda são consideráveis.  

Pedro Leal, ausente em Fafe, tem no horizonte disputar três Ralis (ainda não selecionados) do CNR socorrendo-se de um Lancer com as especificações R4, mas nada há ainda de concreto nesta matéria. 

Gil Antunes, campeão do Desafio Modelstand, transita para o nacional com um projeto bem delineado em torno dos novos Peugeot 208 R2, rivalizando diretamente com Ricardo Marques, que após uma época anterior muito positiva com o Citroen C2 R2 dá agora o salto para os novos bólides da marca do leão. 

À procura de adquirir experiência ao mais alto nível está Marco Cid, apostado em elevar a fasquia competitiva nesta temporada aos comandos do Clio S1600 (pilotado por João Barros em 2013), transportando consigo no banco do lado direito um Professor de Mestrado que dá pelo nome de Nuno Rodrigues da Silva

Paulo Neto, renovando a habitual parceria com Vítor Hugo, alinhará no campeonato com o carro que lhe conhecemos nos últimos anos, o Citroen DS3 R3T, algo que se passará também com a dupla Armindo Neves/Bernardo Gusmão aos comandos do Peugeot 207 R3T, se bem que apenas nos Ralis de asfalto, uma vez que nas etapas do campeonato disputadas em gravilha a dupla fará uso de um Punto HGT ex troféu. 

Da Madeira vem Roberto Canha, que após ter disputado o Desafio Modelstand no ano anterior aposta agora num Citroen C2 R2 Max para fazer as provas do CNR. 

Do plantel dos carros de quatro rodas motrizes do agrupamento de produção, a juntar aos pilotos já citados no decurso deste trabalho há a considerar ainda João Correia, Francisco Teixeira, Américo Antunes e Hugo Mesquita (este último com o aliciente de promover o regresso do multititulado navegador Carlos Magalhães às provas nacionais), todos em Mitsubishi Lancer, desconhecendo-se em alguns dos casos, se os respetivos projetos contemplam ou não a totalidade da época. 

A abrilhantar a abertura do campeonato de 2014, estarão em Fafe no próximo fim-de-semana o ‘mundialista’ Oleksii Tamrazov e o menos conhecido Martin Kangur, ambos ao volante dos Ford Fiesta S2000, procurando nas exigentes classificativas do norte do país refinar a condução para o resto da temporada. 

No 'Rali Serras de Fafe' estará também presente, como aliás não podia deixar de ser, o eterno Dr. Victor Calisto no seu clássico Xsara 2.0 16 v, sem esquecer o plantel bastante interessante que compete no Regional Norte, e onde pontificam nomes importantes como, entre outros, Victor Pascoal, Fernando Peres (ambos admitindo disputar algumas provas do CNR), Luís Mota, ou Nuno Pombo

É este, em linhas gerais, o soberbo início de campeonato que antevê nas especiais de Fafe no próximo sábado. 

O excelente conjunto de carros que alinhará à partida da prova colocada na estrada pela Demoporto, promete grande espetacularidade e emoção até à derradeira classificativa do evento.

No roadbook da esmagadora maioria dos projetos para competir nos Ralis nacionais, a cada ano consta invariavelmente a expressão ‘logo se vê prova-a-prova’, quando, a bem da modalidade, o que devia constar seria, a bold e letras garrafais, as palavras ‘orçamento completo’

É este o paradigma atual da modalidade. 

Trabalha-se visando fazer um ‘biscate’ no Rali de Portugal, ou emitir uma espécie de ‘recibos verdes’ para se disputar uns quantos Ralis por temporada (simpaticamente por vezes denominados ‘programas incompletos’), quando a solução ideal passaria por assinar um ‘contrato de trabalho a termo certo’, válido para todas as provas de cada época desportiva. 

Sucede assim porque o dinheiro é pouco. 

E, pior, sendo pouco é fracionado por demasiados Ralis, inadequadamente longos na sua extensão, e carros que, infelizmente, o grosso do país automobilístico atualmente não se pode permitir pagar. 

O tempo vai encarregar-se de confirmar se o clima de grande expetativa, porque não, compreensivelmente, quase de alguma euforia (da qual nós próprios, confessamos, nos estamos a deixar contagiar), sobreviverá após o Rali de Portugal, marcado para abril, ou se não entraremos nessa altura num período de ressaca pós-festa

Não obstante o conjunto verdadeiramente impressionante de pilotos, navegadores e automóveis que estarão presentes na abertura do CNR já no próximo sábado (como há muitos anos não se via, se é que, em rigor, alguma vez se viu), uma análise fria leva-nos a concluir que a esmagadora maioria dos (para já) vinte e três inscritos na prova não tem garantias efetivas de poder vir a disputar a totalidade do campeonato. 

Um pelotão a rondar a vintena de pilotos é o estado de arte atual dos Ralis portugueses que, no atual quadro, dificilmente mudará para números mais expressivos em anos futuros. 

Como será se lá por meados da temporada os orçamentos para competir eventualmente sofrerem reduções significativas, ou simplesmente potenciais patrocinadores continuarem a fazer orelhas-moucas aos projetos que lhes são submetidos para apreciação? 

Interrogações de um ‘pessimista crónico’, até porque para já reflexões de fundo sobre o futuro da modalidade pouco interessam quando o que conta é o presente e o ‘Rali Serras de Fafe’, prova que promete grande incerteza no resultado, enorme espetacularidade, e para a qual há com efetividade um bom lote de potenciais candidatos à vitória. 

Não obstante todos os problemas que a envolvem, a modalidade no nosso país merece-o…

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domingo, 16 de fevereiro de 2014

P.E.C. Nº 247: Pelo menos para já, os Hyundai no mundial de ralis Nandan mais que isto...


Após duas etapas do campeonato do mundo de Ralis, olhamos para as classificações atuais de pilotos e marcas. 

A Hyundai não aparece. 

Zero pontos. 

Zero vitórias em classificativas. 

Duas provas em que não viu qualquer um dos três pilotos que já experimentou colocar ao volante dos novos i20 WRC chegar ao fim melhor classificados que num modesto 19.º lugar (Hanninen, na Suécia), e mesmo assim apenas devido à benevolência regulamentar do ‘Rally2’

Sem embargo das especificidades de Monte Carlo e Suécia, e sem esquecer, sequer, este admirável mundo novo que a estrutura coreana está a (re)aprender, parece-nos pouco. 

Pouco para quem tem sob contrato o vice-campeão do mundo, que conseguiu excelentes desempenhos no cômputo de 2013. 

Pouco para quem acumulou muitos milhares de quilómetros em testes durante o ano transato, e vem revelando diversos problemas de fiabilidade. 

Pouco para quem tem ambições de singrar num desporto global, onde até à data não tem grandes pergaminhos. 

Quando um novo player (leia-se: construtor) entra em competições como o WRC, é regra os seus membros mais destacados afirmarem precisar de tempo, sem contudo concretizarem quanto. 

No mundo de hoje, a ideia de tempo a decorrer é um bem cada vez mais escasso, sobretudo quando há milhões investidos que requerem retorno… o mais rápido possível. 

É certo que não seria expectável a marca coreana chegar ao campeonato do mundo, e de imediato assumir-se como força dominadora. 

Faltar-lhe-á a tarimba e stresse competitivo dos grandes campeonatos que, para não ir mais longe, a rival Volkswagen adquiriu nos anos em que apostou nas provas de todo-o-terreno (o Polo WRC ao fim ao cabo é uma espécie de Touareg que, mantendo a mesma massa muscular, foi no entanto submetido a rigorosa direta para adelgaçar as formas)

Faltar-lhe-á a responsabilidade de ganhar e fazer bem, um peso tremendo que impende sobre qualquer estrutura competitiva, mas que ainda assim é o mais eficaz tónico para fazer emergir o que de melhor ela pode oferecer. 

Ao apostar no campeonato do mundo de Ralis para se promover enquanto marca e publicitar os seus produtos, a Hyundai colocou a fasquia alta. 

Mede-se de igual para igual com rivais como a Citroen e a Ford, ambas com décadas de experiência em matéria de Ralis ao mais alto nível. 

Quer contrariar o poderio tremendo da Volkswagen, que muitos veem como a equipa quase perfeita e na qual nada é deixado ao acaso, a roçar em diversos parâmetros índices de quase excelência. 

Sabedora destas dificuldades, sem ases e manilhas na mão e com poucos trunfos ao seu dispor, louve-se contudo a iniciativa dos coreanos irem a jogo

Cortar repentinamente jogadas dos adversários adivinha-se difícil nos próximos Ralis. 

Thierry Neuville, a cartada forte dos asiáticos para esta aventura no WRC, quando parecia ter encontrado em 2013 o ponto de equilíbrio entre rapidez e consistência, em Monte Carlo e Suécia pareceu acusar a responsabilidade de liderar uma equipa oficial, voltando à alternância entre bons registos nos troços (nessa matéria parece seguro haver potencial a explorar no i20 WRC) e acidentes embaraçosos. 

Dani Sordo e Juho Hanninen, ambos pilotos de insuspeita qualidade, são vistos ainda assim como as escolhas possíveis (não tanto as escolhas desejadas) em função da oferta de mercado nesta área. 

A credibilização do projeto desportivo da Hyundai sairia reforçado se a equipa tivesse conseguido atrair nomes como Gronholm ou Solberg (ambos chegaram, por sinal, a ver ventilados como reais hipóteses), ainda que não como pilotos, mas pelo menos com posição de relevo no interior da estrutura, um pouco à semelhança daquilo que a VW fez, e muito bem, capitalizando a imagem, prestígio e experiência de Carlos Sainz

Michel Nandan, o homem-forte da equipa coreana, antes do Rali da Suécia veio a terreiro serenar expectativas, referindo que as três provas do ano, cada uma delas com traços e identidade muito peculiares, não são barómetros fiáveis para medir a real valia do carro asiático no WRC, pelo que apenas Portugal, no início de abril, quarta etapa da época de 2014, servirá de bitola comparativa entre a mais-recente máquina a competir no mundial e os seus experimentados adversários. 

Tudo o que no Algarve não seja pelo menos uma luta direta e de igual-para-igual entre Hyundai e Ford e Citroen poderá abrir espaço aos críticos, aqueles que para já olham para a estrutura oriunda da região do sol-nascente como uma espécie de Mini WRC de olhos-em-bico

Entre São Brás de Alportel e Santana da Serra, portanto, começará a jogar-se o futuro da equipa na maior competição de Ralis em todo o mundo. 

Nandan e seus pares iniciarão aí aquele momento, sempre difícil, em que se deixa de jogar a contar com o tempo para se começar a jogar contra o tempo

Até lá, por dever de justiça e até porque o i20 WRC denotou a espaços nas duas provas de 2014 um potencial interessante, os coreanos merecem o benefício da dúvida.

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

P.E.C. Nº 246: Ralis Imaginários; 'Rali de Castro Daire', C.N.R.


Não encontramos motivos racionais (além, claro, do enorme gosto pela modalidade) para explicar a satisfação pessoal, muito nossa, que tiramos destes ‘Ralis Imaginários’

Horas e horas investidas na aplicação Google Earth à procura de uma boa estrada para projetar um troço, tempo sem fim despendido a desenhar mapas como os que poderão encontrar no presente trabalho, ou a procura de um bom local que possa servir para acomodar a base de um Rali, são exercícios que confessamente nos interessam e motivam no âmbito da filosofia deste blogue. 

antes experimentámos, ainda que de forma tosca (ver aquiaquiaquiaqui e aqui), vestir virtualmente a pele de uma direção de prova e desenhar projetos de Ralis, apenas, sempre, por mero diletantismo. 

Desta feita, para a execução deste trabalho, partimos para ele com alguns requisitos prévios.

Tentar esquematizar um projeto que no geral contemplasse classificativas mescladas de rapidez e sinuosidade, com bom e mau piso, estreitas e mais largas

Encontrámos para o efeito o terreno ideal ao redor de Castro Daire, aí selecionando um conjunto de estradas que nos parece particularmente interessantes para traçar uma prova do campeonato nacional de Ralis, numa região, diga-se, com assinaláveis pergaminhos na modalidade. 

O resultado desta nossa investigação está para consulta já de seguida.

 INFORMAÇÃO GERAL 

- Designação: ‘Rali de Castro Daire’.
- Elegibilidade: Campeonato Nacional de Ralis.
- Piso: Asfalto.
- Dias de prova: Um.
- Etapas: Duas.
- Secções: Quatro.
- Classificativas: Onze.
- Quilometragem total do Rali: 228,26 quilómetros.
- Quilometragem total das classificativas: 91,06 quilómetros (correspondentes a 39,89 % da quilometragem total do Rali).
- Centro Nevrálgico/Parque de Assistência: Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos de Castro Daire.

 ESQUEMA DA PROVA 

1.ª etapa || 1.ª secção

- Partida do Parque de Assistência (Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos de Castro Daire): 0 quilómetros;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 1 (extensão: 22,30 quilómetros): + 22,30 quilómetros;
- P.E.C. n.º 1‘CALDE /MOLEDO’(extensão: 14,68 quilómetros): + 36,98 quilómetros;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 2 (extensão: 6,10 quilómetros): + 43,08 quilómetros;
- P.E.C. n.º 2‘CASAIS DO MONTE 1’(extensão: 10,80 quilómetros): + 53,88 quilómetros;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 3 (extensão: 7,30 quilómetros): + 61,18 quilómetros;
- P.E.C. n.º 3‘COVELO / MALHADA 1’(extensão: 4,50 quilómetros): + 65,68 quilómetros;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 4 (extensão: 2,60 quilómetros): + 68,28 quilómetros;
- P.E.C. n.º 4‘CODEÇAIS / GRANJA 1’(extensão: 9,05 quilómetros): + 77,33 quilómetros;
- Percurso de ligação até ao Parque de Assistência (extensão: 8,40 quilómetros): + 85,73 quilómetros.

1.ª etapa || 2.ª secção

- Partida do Parque de Assistência (Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos de Castro Daire): + 85,73 quilómetros;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 5 (extensão: 15,60 quilómetros): + 101,33 quilómetros;
- P.E.C. n.º 5‘PÓVOA DE MONTEMURO 1’(extensão: 7,30 quilómetros): + 108,63 quilómetros;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 6 (extensão: 7,50 quilómetros): + 116,13 quilómetros;
- P.E.C. n.º 6‘RIBEIRO DA CARVALHOSA 1’(extensão: 6,54 quilómetros): + 122,67 quilómetros;
- Percurso de ligação ao Parque de Assistência (extensão: 6,50 quilómetros): + 129,17 quilómetros.

2.ª etapa || 1.ª secção

- Partida do Parque de Assistência (Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos de Castro Daire): + 129,17 quilómetros;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 7 (extensão: 13,00 quilómetros): + 142,17 quilómetros;
- P.E.C. n.º 7‘CASAIS DO MONTE 2’(extensão: 10,80 quilómetros): + 152,97 quilómetros;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 8 (extensão: 7,30 quilómetros): + 160,27 quilómetros;
- P.E.C. n.º 8‘COVELO / MALHADA 2’(extensão: 4,50 quilómetros): + 164,77 quilómetros;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 9 (extensão: 2,60 quilómetros): + 167,37 quilómetros;
- P.E.C. n.º 9‘CODEÇAIS / GRANJA 2’(extensão: 9,05 quilómetros): + 176,42 quilómetros;
- Percurso de ligação até ao Parque de Assistência (extensão: 8,40 quilómetros): + 184,82 quilómetros.

2.ª etapa || 2.ª secção

- Partida do Parque de Assistência (Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos de Castro Daire): + 184,82 quilómetros;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 10 (extensão: 15,60 quilómetros): + 200,42 quilómetros;
- P.E.C. n.º 10‘PÓVOA DE MONTEMURO 2’(extensão: 7,30 quilómetros): + 207,72 quilómetros;
- Percurso de ligação até à P.E.C. n.º 11 (extensão: 7,50 quilómetros): + 215,22 quilómetros;
- P.E.C. n.º 11‘RIBEIRO DA CARVALHOSA 2’(extensão: 6,54 quilómetros): + 221,76 quilómetros;
- Percurso de ligação ao Parque de Assistência (extensão: 6,50 quilómetros): + 228,26 quilómetros.

 'CALDE / MOLEDO' 
- 14, 68 quilómetros -
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 'CASAIS DO MONTE' 
- 10,80 quilómetros -

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 'COVELO / MALHADA' 
- 4,50 quilómetros -

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 'CODEÇAIS / GRANJA' 
- 9,05 quilómetros -

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 'PÓVOA DE MONTEMURO' 
- 7,30 quilómetros -

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 'RIBEIRO DA CARVALHOSA' 
- 6,54 quilómetros -

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 MAPA GERAL DA PROVA