sexta-feira, 29 de abril de 2011

P.E.C. Nº 62: Carvalho de Rei, 1992



Região do Douro.

Rali de Portugal.

Duas das mais admiráveis instituições portuguesas.

Duas reminiscências de um certo espírito e ideia de portugalidade.

Duas das mais notáveis formas deste país se projetar e afirmar fora de portas.

No passado, não raras vezes o Douro e o Rali de Portugal estabeleceram uma sólida identidade comum.

Durante anos, o Vinho do Porto, uma das maiores criações da história lusa, assumiu-se como o patrocinador principal do nosso emblemático evento automobilístico.

Por outro lado, o nosso Rali em diversas ocasiões não se eximiu a piscar os olhos aos imponentes montes e vales durienses, ali descobrindo classificativas, por exemplo, em Lamego, Armamar ou Pinhão, que proporcionavam a concorrentes e espetadores uma varanda visual sobre algumas das mais belas paisagens do mundo.

Se o Douro encerra segredos, os mais decifráveis serão a contemplação, a quietude, um discreto mas eficaz apelo a uma serenidade interior, quase bucólica.

O ‘espírito zen’ duriense, por paradoxal que possa parecer, sempre encaixou que nem uma luva no rebuliço e frenesim que foram, e são, a imagem de marca do Rali de Portugal.

As imagens que se seguem mostram o direto televisivo da saudosa classificativa de Carvalho de Rei, integrada na edição do Rali de Portugal de 1992.

Carvalho de Rei e Aboboreira foram, em diversas ocasiões, dois soberbos ‘socalcos’ desenhados coerentemente entre si, capazes de desviar a nossa prova de um certo espírito urbano que começava a caracterizá-la, devolvendo-lhe a consciência rural que lhe esteve na génese.

Eram tempos em que o Rali de Portugal se espraiava pelo interior do país e não resistia ao chamamento do Douro.

À temperança de Carvalho de Rei contrapunham os melhores pilotos do mundo com a exultação da condução, moldando o sussuro daquelas paragens com o mais melodioso som do mundo: o dos seus próprios carros em alta rotação.

O que vemos de seguida é uma admirável osmose entre ‘caos’ e ‘ordem’, entre ‘barulho’ e ‘silêncio’.

Os opostos, no fundo, atraem-se!

1ª PARTE:

2ª PARTE:

3ª PARTE:

4ª PARTE:

A FOTO QUE ENQUADRA O PRESENTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
- http://www.panoramio.com/user/2174429

terça-feira, 26 de abril de 2011

P.E.C. Nº 61: (es)correndo em Bica...



Carlos Bica nunca foi um piloto consensual entre a comunidade de adeptos de Ralis em Portugal.

O labéu de piloto pouco espetacular foi-lhe sendo colado com o passar dos melhores anos da sua carreira, aliado à argumentação, pensamos injusta e pouco condizente com a realidade, de ‘apenas’ ter triunfado no plano nacional quando dispôs de carros mais competitivos que os seus concorrentes à época.

Menorizar o percurso desportivo de Bica com base nesta última ideia parece-nos manifestamente redutor.

Se nos cingirmos ao passado mais recente dos Ralis portugueses, ninguém ousará colocar em causa as três vitórias de Pedro Peres no Open de Ralis pelo facto da carga genética do seu Escort ser mais 'musculada' que a dos carros adversários.

Ninguém belisca, também, os três campeonatos nacionais que Bruno Magalhães averbou ao serviço da Peugeot, quando reconhecidamente o seu 207 S2000 não dispunha de concorrência à altura.

Mesmo o atual campeão nacional de Ralis, Bernardo Sousa, em 2010 só a espaços teve rivais que estivessem em condições de importunar o seu percurso triunfal rumo ao título.



Três exemplos.

Vários outros poderíamos citar.

Não deixa de ser curioso, porém, que os primeiros anos da carreira desportiva de Carlos Bica tenham deixado transparecer uma imagem em tudo diferente: eram anos, ao volante sobretudo dos Ford Escort, em que o arganilense colocava em cada troço o seu desejo de afirmação, pagando em diversas ocasiões essa ousadia com saídas de estrada.

Gatinhar.

Tropeçar.

Cair.

Levantar.



Como praticamente todos os grandes pilotos de Ralis, Bica ia aprendendo a encontrar o seu próprio equilíbrio enquanto piloto, com normalíssimos revezes de premeio.

A experiência adquirida e o seu crescimento competitivo ter-lhe-ão naturalmente moldado a têmpera.

A certa altura da sua carreira o piloto [agora] da Lancia terá sido confrontado com opções e com a necessidade de enriquecer o seu palmarés com títulos e vitórias capazes de lhe reservar o lugar na história.

Vale a pena recordar que o conceito de Ralis há 20 ou 30 anos era totalmente distinto do atual.

Eram tempos em que entre o piloto e cronómetro se interpunha uma barreira muitas vezes inflexível chamada fiabilidade.

No centro das preocupações estava invariavelmente, a par da necessidade de rapidez, uma apurada noção de poupança mecânica.



Se comparados com os de hoje, os carros da época possuíam reduzidos padrões de qualidade de construção.

A durabilidade do material era diminuta e estava no cerne das preocupações de cada equipa à partida para um Rali.

As provas eram muito extensas e com grande frequência os componentes mecânicos cediam.

Nos Ralis em terra não havia o ‘lifting’ prévio que hoje se verifica com frequência, com saibro e cilindro para aligeirar o piso.

No léxico dos concorrentes a palavra ‘demolidor’ estava muitas vezes presente e era profundamente respeitada.



Mesmo as ligações, extensas, eram em grande parte feitas nas estradas sinuosas, esburacadas e com piso irregular que faziam o país real dos anos oitenta.

Carlos Bica foi percecionando a necessidade de estar nos Ralis balizado por todas estas variáveis.

Na altura, como agora, andar permanentemente ‘a todo o gás’ era a espécie de ravina onde por norma capotavam todas as ambições de vitória.

O grande trunfo de Carlos Bica [além do talento e da paixão enorme que sempre reservou à competição automóvel] para a construção do seu palmarés [4 títulos absolutos, 19 vitórias, 53 pódios] que, aliás, o guindou a recordista de vitórias em campeonatos nacionais de Ralis [posteriormente viria a ser igualdado nesse feito por Joaquim Santos e Armindo Araújo] não terá sido porventura os saudosos Lancia Delta que durante várias épocas exibiu nas classificativas portuguesas.

A mais-valia do seu currículo desportivo terá cristalizado a certa altura na mais imbatível das viaturas que fazem Ralis: a ‘maturidade 4WD’.


AS FOTOS QUE ENQUADRAM O PRESENTE TRABALHO FORAM OBTIDAS EM:
- http://www.facebook.com/home.php#!/photo.php?fbid=183526418334434&set=t.100000673982231&type=1&theater
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- http://www.facebook.com/home.php#!/photo.php?fbid=182065138492618&set=a.182065135
159285.41462.100000673982231&type=1&theater
- http://www.facebook.com/home.php#!/photo.php?fbid=182073298491802&set=a.
182065135159285.41462.100000673982231&type=1&theater  

sexta-feira, 22 de abril de 2011

P.E.C. Nº 60: Tudo se resume, afinal, a uma questão de fé!

[ANTES]:


Estamos em plena quadra pascal, período propício à reflexão.

Imbuídos desse espírito já nos interrogámos se os Ralis não consubstanciarão eles próprios uma questão de 'devoção'.

A modalidade tem milhões de 'fiéis' em todo o mundo, unidos por uma 'crença' comum e inabalável por este desporto.

Para os adeptos não há um 'Deus': há vários.

Do volante.

Os Ralis são, portanto, vincadamente 'politeístas'.

As manifestações coletivas desta '' verificam-se nos mais variados locais, geralmente sob a forma de 'comunhão' com laivos de festa.

Se este desporto tem os seus 'mandamentos', então eles adquirem expressão máxima nas frases 'doutrinais' que qualquer navegador profere aquando das suas 'prédicas' em pleno troço.

Nesta 'religião' a 'via-sacra' dá pelo nome de classificativa.

A 'bíblia' cujos ensinamentos seguimos é conhecida por roadbook.

Seja sob um sol inclemente, um frio lancinante ou uma chuva impiedosa, não hesitamos convictamente em 'peregrinar'.

Erigimos as nossas próprias 'catedrais' e 'capelinhas', chamem-se Confurco ou Turini.

Os Ralis só são inteligíveis para quem acredita na sua 'essência superior'.

Os Ralis não curam os males do corpo, mas fazem um bem enorme à alma.

Uma 'homilia' como o Rali de Portugal equilibra emocionalmente rejuvenescendo interiormente.

A nós, como ao caro leitor, compete-nos divulgar e espalhar a 'crença' absoluta pelos Ralis.

E, claro, trazer mais 'devotos' para esta causa!

[AGORA]:


As fotos publicadas no presente trabalho, ilustram a belíssima Igreja de Moledo [coordenadas GPS: 40°49'44.43"N - 7°52'34.26"W] que, durante anos, serviu de enquadramento à classificativa de Mões, quer integrada no «Rali de Portugal», quer inserida no conjunto de troços que compuseram várias edições da saudosa «Volta a Portugal».

CLASSIFICATIVA: Mões.
PISO: Terra/gravilha.
ANOS EM QUE SE DISPUTOU [Rali de Portugal]: 1979 a 1985.

ANO: 1979.
EXTENSÃO: 15.00 kms.
VENCEDORES: Bjorn Waldegard/Hans Thorszelius.
CARRO: Ford Escort RS 1800.
TEMPO REALIZADO: 12m:37s.
MÉDIA HORÁRIA: 71.33 kms/h.

ANO: 1980.
EXTENSÃO: 15.00 kms.
VENCEDORES: Walter Rohrl/Christian Geistdorfer.
CARRO: Fiat 131 Abarth.
TEMPO REALIZADO: 12m:51s.
MÉDIA HORÁRIA: 70.04 kms/h.

ANO: 1981.
EXTENSÃO: 11.00 kms.
VENCEDORES: Henri Toivonen/Fred Gallagher.
CARRO: Talbot Sunbeam Lotus.
TEMPO REALIZADO: 6m:45s.
MÉDIA HORÁRIA: 97.78 kms/h.

ANO: 1982.
EXTENSÃO: 11.00 kms.

- MÕES '1':
VENCEDORES: Michele Mouton/Fabrizia Pons.
CARRO: Audi Quattro.
TEMPO REALIZADO: 6m:45s.
MÉDIA HORÁRIA: 97.78 kms/h.

- MÕES '2':
VENCEDORES: Franz Wittman/Peter Diekmann.
CARRO: Audi Quattro.
TEMPO REALIZADO: 6m:56s.
MÉDIA HORÁRIA: 95.19 kms/h.

ANO: 1983.
EXTENSÃO: 11.00 kms.

- MÕES '1':
VENCEDORES: Michele Mouton/Fabrizia Pons.
CARRO: Audi Quattro A1.
TEMPO REALIZADO: 6m:40s.
MÉDIA HORÁRIA: 99.00 kms/h.

- MÕES '2':
VENCEDORES: Michele Mouton/Fabrizia Pons.
CARRO: Audi Quattro A1.
TEMPO REALIZADO: 6m:41s.
MÉDIA HORÁRIA: 98.75 kms/h.

ANO: 1984.
EXTENSÃO: 11.00 kms.

- MÕES '1':
VENCEDORES: Stig Blomqvist/Björn Cederberg.
CARRO: Audi Quattro A2.
TEMPO REALIZADO: 6m:36s.
MÉDIA HORÁRIA: 100.00 kms/h.

- MÕES '2':
VENCEDORES: Markku Alen/Ilkka Kivimäki.
CARRO: Lancia Rally 037.
TEMPO REALIZADO: 6m:40s.
MÉDIA HORÁRIA: 99.00 kms/h.

ANO: 1985.
EXTENSÃO: 11.00 kms.

- MÕES '1':
VENCEDORES: Walter Rohrl/Christian Geistdorfer.
CARRO: Audi Sport Quattro.
TEMPO REALIZADO: 6m:25s.
MÉDIA HORÁRIA: 102.86 kms/h.

- MÕES '2':
VENCEDORES: Walter Rohrl/Christian Geistdorfer.
CARRO: Audi Sport Quattro.
TEMPO REALIZADO: 6m:30s.
MÉDIA HORÁRIA: 101.54 kms/h.

NOTA:
A foto que encima o presente trabalho foi obtida em:
- http://autosport.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=as.stories/64727

segunda-feira, 18 de abril de 2011

P.E.C. Nº 59: Foto-adivinha...



O desafio não é inédito.

Uma vez mais, à semelhança de ocasiões anteriores [vd. P.E.C. Nº 11, 14 e 40 deste mesmo blogue], pretende-se colocar à prova os seus conhecimentos de Ralis.

A foto que acima publicamos retrata o excerto de um antigo troço do Rali de Portugal [não necessariamente em asfalto]: uma esquerda a descer, com uma casa de guarda-florestal do lado direito.

Qual a classificativa em apreço?

Aguardamos resposta a esta nossa questão.

P.E.C. Nº 58: (Mini...) Governo de Unidade Nacional!



Portugal está em profunda crise.

Todos os dias ouvimos esta frase, provinda dos mais diversos quadrantes.



As formas de superar o atual contexto especialmente adverso divergem em algumas matérias, convergindo noutras.

É consensual que o país precisa de pessoas capazes e competentes:



- Que se notabilizem pela seriedade; 


- Que possuam capacidade de trabalho; 

- Que demonstrem perfil de liderança; 

- Que tenham reconhecido prestígio e credibilidade no exterior; 

- Que tenham currículo pessoal e profissional indesmentivelmente recheado; 

- Que saibam unir e galvanizar os portugueses em torno de uma ideia ou de um projeto; 

- Que contribuam para elevar a autoestima nacional; 

- Que projetem pela excelência a imagem do país fora de portas; 

- Que possuam carisma; 

- Que sejam autênticos e genuínos quando comunicam com os portugueses;

- Que não desistam quando surgem contrariedades;

- Que não tenham complexos ou em medir-se diretamente com os melhores;

- Que demonstrem orgulho pela condição lusa;

- Que não façam da lamentação e permanente lamúria uma espécie de modo de vida;

- Que tenham ambição de melhorar a cada passo as suas competências.


No dia 5 de Junho próximo haverá eleições legislativas.



Vamos a votos, Armindo e Miguel?



AS FOTOS QUE ENQUADRAM O PRESENTE TRABALHO FORAM OBTIDAS EM:
- http://www.autoportal.iol.pt/desporto/diarios-de-bordo/armindo-araujo-mostra-cores-do-mini-countryman-wrc
- http://br.esportes.yahoo.com/fotos/fotos-esportes-photo-139rd8rpm-armindo-araujo-25032011-73.html
- http://rallydeportugalspecial.wordpress.com/page/11/
- http://sports.yahoo.com/top/photo?slug=46049e453f6f7a26f5ac20723fe3b372-getty-portugal-auto-rally-wrc
- http://xinho-omeublogue.blogspot.com/2011/03/lusitania-grupo-montepio-apoia-armindo.html

terça-feira, 12 de abril de 2011

P.E.C. Nº 57: Pedra sobre Pedra!



Já há anos que exercia sobre nós um fascínio considerável.

Conhecíamo-la apenas através de fotos.

Mas já aí nos seduzia de forma inexorável.

Os seus traços simples, a beleza intemporal da sua tez, a suas feições vincadas iam-se tornando irresistíveis, transformando-se com o passar do tempo numa espécie de obsessão confessa.

Não descansaríamos enquanto não a conhecêssemos pessoalmente: olhá-la, tocá-la, senti-la começava a tornar-se um desígnio de vida, uma pulsão incontrolável, irracional até, a que já dificilmente conseguíamos pôr termo.

O encontro prometido estava agendado há algum tempo.

A expetativa e o nervosismo do primeiro encontro iam-se apoderando de nós, proporcionais talvez ao temor das nossas expetativas saírem frustradas.

Após um percurso de avanços e recuos, marcado por hesitações que não punham porém em causa a nossa obstinação por Ela, o momento ansiado chegou.

Primeiro, um silêncio contemplativo: como se nos avaliássemos, nos medíssemos mutuamente num primeiro mas incisivo olhar.

O seu porte altivo e majestático impressiona.

Os traços maduros que o tempo já não pode corrigir e as suas formas arredondadas impõem respeito.

Não diremos que nos sentimos esmagados pela sua imponência, mas ali, no local, perante Ela e, acima de tudo, perante aquilo que Ela representa, sentimo-nos prostrados pela sua magnitude vergados ao peso da sua sensualidade intemporal.

Por tudo isto, tardámos a reagir.

Demoramos a fazer o que se impunha; estudar-lhe os contornos, compreender os seus ângulos mais favoráveis.

Mas tínhamos tempo.

Para Ela dispúnhamos de todo o tempo que fosse necessário.

Aproximamo-nos.

Nervosamente fomo-nos chegando mais perto.

E o que tinha de acontecer, aconteceu: fotografámo-la sofregamente, sem concessões, das mais incríveis maneiras que a nossa imaginação permitiu.

Vamos recordar por muito tempo aqueles largos minutos que passamos em comum.

Ela, a ponte em pedra da classificativa de Viseu sabe-se fazer desejar.

Mesmo com a pele mais enrugada, com o cabelo visivelmente menos cuidado e em desalinho, o seu charme de meia-idade faz-se sentir.

As fotos que se seguem, cremos, continuam a ser, volvidos tantos anos, volúpia em estado puro.

1 9 7 3:
- Ove Andersson/Jean Todt (Toyota Celica):


2 0 1 1:


1 9 7 8:
- Markku Alen/Ilkka Kivimaki (Fiat 131 Abarth Rallye):


2 0 1 1:


1 9 7 8:
- Hannu Mikkola/Arne Hertz (Ford Escort RS 1800):


2 0 1 1:


1 9 8 7:
- François Chatriot/Michel Périn (Renault 11 Turbo):


2 0 1 1:


1 9 8 8:
- Carlos Bica/Fernando Prata (Lancia Delta HF 4WD):


2 0 1 1:


AS FOTOS PARA ELABORAÇÃO DO PRESENTE TRABALHO FORAM OBTIDAS EM:
- http://autosport.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=as.stories/7263
- http://autosport.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=as.stories/47543
- http://rides.webshots.com/photo/1364000303071889947QgPiAP
- http://www.forum-auto.com/sport-auto/theme40/sujet369276-105.htm
- http://www.forum-diecast.com.pt/index.php?topic=792.0

sábado, 2 de abril de 2011

P.E.C. Nº 56: Pedro Azeredo...



Há universidades que pelo ensino de excelência adquirem um prestígio inquestionável.

Essa ideia assenta na perfeição ao saudoso troféu Citroen AX GTi para Ralis que, no início dos anos noventa, se constituiu como uma formidável ‘academia’ no plano da pilotagem.



Ali debutaram vários nomes que, com distinção e brilhantismo, tomariam de assalto o protagonismo das provas de estrada em Portugal nos anos seguintes.

Um dos seus mais reputados ‘alunos’ foi Pedro Azeredo.



O penafidelense sempre corporizou a imagem de um profissional exemplar, sabendo a cada momento da sua carreira encontrar o ponto de equilíbrio entre o desejo de afirmação pessoal e as necessidades e interesses das equipas onde militou.

Deixou como legado desportivo e pessoal um impressionante registo de dignidade que foi perdurando no tempo.



Nos anos em que esteve ao serviço da Renault, Azeredo era calma onde Macedo era nervo.

Dois fiéis da balança antagónicos que Ana Maia Loureiro tinha de equilibrar.



O seu pecúlio de vitórias e títulos de forma alguma faz jus à rapidez e capacidade de trabalho que Pedro Azeredo possuía: os números diversas vezes enganam.

O filme que se segue mostra Azeredo em ‘estudo intensivo’ numa ‘sala de aula’ chamada Rio da Mula.



Num plano oposto ao magnetismo irresistível da Lagoa Azul, Peninha e Sintra, a classificativa de Rio da Mula, menos conhecida e mediática, foi adquirido uma certa aura de mistério, funcionando como uma espécie de ‘Ponto G’ dos Ralis: o grande público sabia que existia, que estava lá no ventre maternal da Serra de Sintra, sem que se soubesse todavia exatamente onde.

Nessa medida, se metaforicamente compararmos Rio da Mula a um ‘Ponto G’, então as imagens que se seguem só podem ser vistas como uma consulta meticulosa de ginecologia levada a cabo por Pedro Azeredo e Carlos Fundo...


AS FOTOS QUE ENQUADRAM O PRESENTE TRABALHO FORAM OBTIDAS EM:
- http://www.facebook.com/home.php#!/photo.php?fbid=104209332943456&set=t.100000631689888&theater
- http://www.ralisasul.com/forum/viewtopic.php?f=13&t=731&start=104
- http://ralifoto.blogspot.com/2008/04/pedro-azeredo-peugeot-309gti.html
- http://www.ralisasul.com/forum/viewtopic.php?f=13&t=393&view=previous
- http://www.ralisasul.com/forum/viewtopic.php?f=13&t=731&st=0&sk=t&sd=a&start=20
- http://www.toyotistas.com/forum/projectos-imagens-videos-toyotistas/5109-fotos-topico-foto-do-dia-parte-ii-188.html