quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

P.E.C. Nº 33: Rali Vidreiro/2008 em imagens - 1ª parte -


Já o realizamos anteriormente com o Rali de Arganil e voltamos, nesta «P.E.C.», a fazer uma visita guiada ao interior do «Open de Ralis» de 2008.

Desta feita, recuperamos diversas imagens colhidas durante o «Rali Vidreiro» dessa temporada, disputado no dia 12 de Abril, para já, nesta 1ª parte, relativas à classificativa «Marinha Grande 2».

JOÃO RUIVO/ALBERTO SILVA [Fiat Stilo Multijet]:
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JORGE SANTOS/VÍTOR HUGO [Citroen Saxo Kit Car]:
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JOSÉ SOUSA/JOSÉ SALGADO [Renault 5 Turbo]:
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LUÍS MOTA/RICARDO DOMINGOS [Mitsubishi Lancer Evo IV]:
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MANUEL COUTINHO/MANUEL BABO [Peugeot 206 GTI]:
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ANÍBAL ROLO/JOSÉ ARANTES [Renault 5 Turbo]:
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PEDRO PERES/TIAGO FERREIRA [Ford Escort Cosworth]:
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OCTÁVIO NOGUEIRA/LUÍS PINTO [Citroen Saxo Kit Car]:
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A FOTO PUBLICADA NO PRESENTE TRABALHO FOI OBTIDA EM:
http://www.tuning.online.pt/forum/rally-vidreiro-2008-camp-nac-t57307.html

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

P.E.C. Nº 32: O assunto é... Grave!



Neste defeso, os Ralis nacionais continuam a produzir boas notícias.

A Peugeot Portugal repetirá a sua presença no «Intercontinental Rally Challenge», desta vez apostando, tudo o indica, num ambicioso programa que contempla a totalidade das provas do calendário.

Armindo Araújo e Miguel Ramalho trabalham afincadamente no intuito de viabilizar apoios financeiros que permitam a ambos o tão desejado [e justificadíssimo] tirocínio para os novos World Rally Cars.

Carlos Magalhães, um dos mais experientes e qualificados navegadores nacionais, parece ter no campeonato do mundo a montra ideal para expor o seu recheado 'certificado de habilitações', aprestando-se para iniciar uma parceria ao mais alto nível com o piloto brasileiro Daniel Oliveira, com recurso a um dos novos Mini Countryman WRC.

Bernardo Sousa irá repetir presença no S-WRC, procurando obter os resultados de relevo que estão ao seu alcance.

Vítor Pascoal ensaia também os seus primeiros passos no exterior, focando as suas atenções para um novo projecto com uma viatura de duas rodas motrizes.

As novidades, porém, não se ficam por aqui.



Com efeitos para a próxima edição do Rali de Monte Carlo, mas havendo possibilidade de se estender à totalidade da temporada do próximo ano, a Peugeot Portugal resgatou o navegador Paulo Grave de três épocas de hibernação desportiva fazendo-o regressar ao banco direito do 207 S2000, desta forma reeditando uma profícua dupla com Bruno Magalhães, que tão bons resultados obteve ininterruptamente entre 2002 e 2007.

Em recente trabalho, aludimos à importância dos hábitos e rotinas que se geram entre piloto e navegador, como ponte privilegiada rumo às vitórias e títulos.

Gorada a hipótese da equipa de Alfragide poder continuar a beneficiar dos serviços de Carlos Magalhães, e não havendo mais que três co-pilotos portugueses a deterem nesta altura experiência efectiva em termos internacionais [um deles, Miguel Ramalho, já comprometido com um programa desportivo para a época de 2011], a aposta centrou-se, muito certeiramente pensamos, em recuperar Paulo Grave para o âmbito da estrutura liderada por Carlos Barros.

Durante os anos de formação de Bruno Magalhães, Grave foi um discreto e fiel parceiro de aventuras do piloto de Oeiras, sempre avesso a protagonismos mas extremamente abnegado e profissional, talhado, cremos, para a minúcia do trabalho de bastidores.



Parece-nos ser um navegador virado para os resultados.

Focado na produtividade.

Vocacionado para trabalhar em backstage.

Foi um ‘colega de carteira’ do tricampeão nacional de Ralis deveras fiável e confiável.

O seu trabalho na sombra guindou-o com inteira justiça ao lote dos melhores navegadores nacionais.



Por seu turno, Magalhães é tremendamente rápido e talentoso.

Atingiu os píncaros da sua maturidade competitiva, com o 'calo' que a temporada de 2010 lhe possibilitou.

Sabe o que quer.

Sabe o que necessita e pode esperar do próximo ‘Monte’ [se bem que Monte Carlo é, antes de mais, um exercício fabuloso de antecipação de cenários, profunda e estimulantemente conjectural].

Para se ser competitivo nas magistrais classificativas alpinas, uma ideia, ou palavra, é requisito para o efeito: confiança.

Daí que Paulo Grave é, nas actuais circunstâncias, o melhor ‘reforço’ que a Peugeot Portugal poderia contratar.

Durante meia-dúzia de temporadas nos Ralis nacionais, Magalhães e Grave formaram uma dupla jovem, carregada de irreverência e ambição.

Com o decurso dos anos e com as crescentes exigências desportivas, habituaram-se a criar uma grande cumplicidade dentro do carro.



Esse clima de confiança e conhecimento, numa temporada que se adivinha difícil mas para a qual a Peugeot parte com legítimas ambições, é fundamental para que se atinjam os propósitos iniciais.

Carlos Barros, profundo conhecedor dos Ralis nacionais e internacionais terá percebido que seria arriscado incorrer em experimentalismos.

Apostou na experiência e no entrosamento [vectores essenciais nos Ralis, como abordamos na «P.E.C.» anterior do presente blogue] entre os elementos da equipa ao seu dispor, preferindo não trocar o certo pelo incerto.

Numa época muito importante para a sua organização, porventura decisiva, decidiu bem: e vai colher dividendos disso!

Bruno Magalhães/Paulo Grave, Peugeot 206 S1600:
[Rali F.C. Porto/2006, Viso, 11.86 km]
[http://video.google.com/videoplay?docid=4511727779585123566#]

As fotos deste trabalho foram obtidas em:
http://motoresmagazine.net/?noticia=7288&t=9
http://www.peugeot.pt/palmares-da-equipa/
http://portodaspipas.blogs.sapo.pt/2007/12/
http://www.facebook.com/home.php#!/photo.php?fbid=1034850920607&set=t.691841892

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

P.E.C. Nº 31: O valor da estabilidade...



Com o último Rali de Gales, desceu o pano sobre mais uma edição do campeonato do mundo de Ralis.

Para as cores lusas, esta foi uma temporada de ouro: Armindo Araújo e Miguel Ramalho carimbaram em definitivo o seu lugar na história, vincando posição como dois vultos de relevo nos Ralis, quer no plano interno [se é que necessitavam disso], quer nos grandes palcos internacionais.

Já há muitos anos que seguimos com atenção a trajetória [e as trajetórias…] ascensional do piloto de Santo Tirso.

Recordamo-nos bem quando, em 2002, após duas vitórias expressivas no nacional de Ralis/Promoção e no troféu Saxo, a equipa oficial da Citroen, sob a égide de José Raúl Pereira, apostou num jovem com aspecto liceal e ar de puto reguila, algo tímido, à época quase um ilustre desconhecido no firmamento dos Ralis portugueses, facto tão ou mais meritório quanto se sabia haver no mercado pilotos com muita experiência acumulada e palmarés desportivos bem recheados.



A partir de aí Armindo mostrou ao que vinha: irreverente, portador do mesmo espírito de aventura de homens como Romãozinho décadas antes, recolocou a Citroen no mapa, acumulou vitórias, suplantou concorrência de respeito e foi ganhando enorme reputação no mundo dos Ralis.

Aos dois títulos averbados ao serviço da filial portuguesa da marca do double chevron [2003 e 2004], viria a repetir credenciais ao volante do Mitsubishi de grupo ‘N’ [carro estruturalmente diferente do Saxo Kit Car], arrecadando categoricamente mais dois triunfos absolutos no C.P.R. [2005 e 2006], acumulando no seu palmarés três vitórias no Rali de Portugal.




Os sinais estavam dados.

Araújo já era, por esses dias, um dos melhores pilotos da história dos Ralis em Portugal e a internacionalização da sua carreira apresentava-se como o corolário lógico de sete temporadas a dominar as competições onde participou.

«Zona-Espectáculo» não esconde o seu orgulho de em 2007 e 2008, temporadas difíceis onde Armindo e Miguel debutavam fora de portas e experimentavam as naturais dificuldades de quem se inicia na grande montra do campeonato do mundo de Ralis, sempre ter feito, sem hesitações nem descrença, a defesa de ambos.

Por ignorância ou má-fé, muitos foram os que nesses dois anos colocaram em causa o labor da nossa dupla, como se não fossem abissais, a todos os níveis, as diferenças entre os Ralis lusos e os pontuáveis para o mundial da modalidade, como se dois dos mais primordiais mandamentos dos Ralis, a experiência e conhecimento do terreno, se adquirissem com um mero pestanejar de olhos ou estalar de dedos.

Mas mesmo nessas duas temporadas, Araújo e Ramalho tiveram vários momentos de grande relevo, liderando Ralis no agrupamento de produção, e chegando mesmo a conquistar a nobre proeza de vencer um troço à geral [Japão/2007, classificativa de Obihiro], nas barbas de Loeb e companhia.

As temporadas de 2009 e 2010 acabaram por ser a consolidação do trabalho de sapa levado a cabo nos dois anos anteriores, em que os nossos pilotos souberam marcar o seu próprio território no contexto do mundial de Ralis.


Adquirida a tarimba necessária para adequar o andamento às vicissitudes de cada Rali, sem vacilações mas também sem excessos, preparando meticulosamente cada prova com muitos quilómetros de testes acumulados, os resultados apareceram sob a forma de vitórias [conquistadas em diversos tipos de piso, díspares condições climatéricas, e em provas reconhecidamente difíceis como os Ralis de França ou da Alemanha] e dois títulos que orgulham sobremaneira o automobilismo português.

Armindo e Miguel, internacionalizaram-se: são hoje de pleno direito cidadãos do mundo dos Ralis.

Podem descomplexadamente medir meças a adversários da mais alta craveira.

Constituem-se como o melhor paradigma de como as coisas devem ser feitas: planificação e capital de informação adquirido como ferramenta para trabalhar o futuro.

A dupla bicampeã mundial tem sabido ser, desde 2007, a embaixatriz no exterior da enorme qualidade que os nossos pilotos têm.



O passado do automobilismo luso ensina que nos Ralis temos sido muito tímidos em nos virarmos para o exterior, sobretudo se comparados com a velocidade, matéria que aliás já afloramos na «P.E.C. Nº 4» deste blogue.

Regularidade, rapidez e sentido estratégico foram os vértices de um triângulo que conduziu Araújo e Ramalho a um sucesso sem precedentes, aliados a um grande profissionalismo e à maturidade com que se relacionam descontraída e genuinamente com os adeptos.



Mas todo este elã porventura não seria possível se ambos não tivessem, ao longo de épocas desportivas a fio, sabido perceber que a estabilidade é ela própria um valor intrínseco e de grande importância na conquista do êxito desportivo.

Hoje, Armindo e Miguel intuem reciprocamente a forma de trabalhar do companheiro, sabem automaticamente aquilo que o outro necessita para desempenhar na perfeição a sua missão dentro do carro.

Os sucessivos sucessos têm sido fruto, também, dos ‘automatismos’ [para citarmos o saudoso jornalista Gabriel Alves] e das rotinas que se foram gerando com o acumular de Ralis.



Patamares desportivos ao mais alto nível como são as provas do campeonato do mundo, ‘obrigam’ a que a dupla de pilotos não perca tempo nem dispense energias a ‘conhecer-se’.

A estabilidade é uma mais-valia em desportos onde pontifique o conceito de equipa.

Os Ralis não fogem a esta máxima.

E o Armindo e o Miguel têm-no sabido compreender na perfeição.

A melhor vitória e o mais incrível feito desportivo de ambos, acreditamos, está ainda para chegar.




As fotos que enquadram este trabalho foram obtidas em:
http://maissantotirso.blogspot.com/2010/11/armindo-araujo-e-miguel-ramalho.html
http://www.rallydeportugal.pt/pt/rally-de-portugal/noticias/entity/bis-para-armindo-araujo?bl=1
http://www.enciclopedia.com.pt/articles.php?article_id=150
http://www.galpenergia.com/PT/PRODUTOSSERVICOS/NOTICIAS/Paginas/ArmindoAraujoconsolidaaliderancadoPWRCcomavitorianoRallydaAlemanha.aspx
http://programacircuito.wordpress.com/2010/08/22/rali-da-alemanhapwrc-armindo-araujo-%E2%80%9Cfoi-um-fim-de-semana-fantastico%E2%80%9D/
http://www.rallysport.hu/info/2003/12/12-29_Bajnokok.htm
http://portodaspipas.blogs.sapo.pt/2009/09/

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

P.E.C. Nº 30: Saber ganhar...



«Zona-Espectáculo» não esconde apreciar uma boa polémica.

A controvérsia, quando tem o condão de trazer para o centro do debate assuntos de relevo, revela-se com frequência positiva.

Há, porém, o reverso da medalha.

Polémicas há que se tornam desnecessárias e estéreis, em nada contribuindo para o contexto onde se desenvolvem.

Vem a isto a propósito das declarações proferidas por Bernardo Sousa, logo após o Rali de Mortágua, prova que aliás o viria a consagrar campeão nacional de Ralis na temporada de 2010.



Nessa ocasião, o jovem piloto madeirense, porventura ainda a quente, referiu publicamente que caso tripulasse o Peugeot 207 S2000 com que Víctor Pascoal participou no CPR/2010, triunfaria de igual forma na competição maior dos Ralis nacionais.

Várias notas sobre esta matéria.

Sousa tem, naturalmente, legitimidade para pensar nos termos em que se expressou.

Teria sido muito interessante, diga-se, que esta contenda tivesse tido um desfecho cavalheiresco e à moda antiga: Bernardo desafiava Pascoal para um mano-a-mano, fechava-se um troço em asfalto ou terra, e a partir daí cada um dos pilotos conduziria o carro do adversário para se chegar a conclusões definitivas.

Romantismos à parte, dado isso não ter sido feito o ponto de interrogação manter-se-á indefinidamente.



Víctor Pascoal é, de há muitos anos a esta parte, um homem dos Ralis.

Sabe-se que para montar um projecto que viabilizasse a sua participação na totalidade da temporada de 2010, o piloto de Amarante viu-se e desejou-se para reunir um leque de patrocínios suficiente para o efeito.

O grande óbice nesta matéria não é só a falta de competitividade do Peugeot da equipa «Politejo Amarante Rally Team», viatura que desde 2008 não sofre evoluções de relevo.

Não nos esquecemos, por exemplo, que em algumas provas de 2010 a equipa nortenha competiu com recurso a gasolina comercial.

E sabe-se que em várias ocasiões, as peças de substituição para alguns dos mais vitais órgãos do seu carro pura e simplesmente não existiam por falta de budget.

Todavia, mais que o carro propriamente dito, o grande problema foram as circunstâncias, problemáticas, com que Víctor Pascoal realizou o CPR/2010.

O maior obstáculo à competitividade em provas de estrada é a preocupação em poupar mecânica quando as circunstâncias reivindicam ataque total.



Um dos maiores entraves com que um piloto se pode deparar, é formatar-se mentalmente para não provocar as bermas do troço, ao invés de direccionar o seu trabalho em função do cronómetro e do final da classificativa.

É, no fundo, como se jogássemos bowling preocupados apenas e tão só em não colocar a bola nas calhas que ladeiam a pista, em vez de nos focarmos na essência e objectivo central do jogo que é acertar e derrubar os pinos.

Foram circunstâncias claramente adversas, portanto, aquelas com que Vítor Pascoal se deparou em 2010.

Um orçamento quase irrisório, uma contratualização com patrocinadores para fazer a totalidade do campeonato que poderia ficar em causa com um acidente grave ou avaria mecânica profunda no 207 S2000.

Pensamos que o piloto de Amarante saiu desta questiúncula de forma extremamente digna.

Defendeu-se com a serenidade de quem acredita lhe assistir razão, rebatendo com dados concretos, ponto por ponto, as questões colocadas em cima da mesa, resistindo à tendência de falar alto para se fazer ouvir [vd. declarações em: http://autosport.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey
=as.stories/91150].

Foi incisivo, claro e factual.

Acreditamos ter creditado para junto de si um considerável capital de simpatia.



Os Ralis nacionais, órfãos de referências, precisam muito de pilotos como Pascoal.

Não está em causa, com o que atrás referimos, a justeza do título conquistado por Bernardo Sousa.

O piloto madeirense tem qualidade e talento de sobra.

É inegavelmente rápido como a categórica vitória no Rali Casinos do Algarve, prova de encerramento de temporada, veio cabalmente demonstrar.

Estas suas declarações, pensamos, são fruto de algum deslumbramento mediático que em consonância com a irreverência da juventude por vezes nos faz, a todos, ter palavras e actos menos conseguidos.

Mas não deixa de ser verdade que na temporada de 2010, Sousa parece não ter aproveitado os ensinamentos que Rui Madeira e Nuno Rodrigues da Silva [indiscutivelmente dois grandes senhores do automobilismo português] lhe poderiam incutir, sobretudo naquilo que, fora do carro, é necessário, também aí, para se ser um grande campeão.

Os vencedores da Taça FIA de Grupo ‘N’ em 1995 parecem estar num discreto mas progressivo afastamento da orla do «Team Quinta do Lorde».

A confirmar-se esta ideia, pensamos que será o actual campeão nacional de Ralis que sairá a perder, delapidando um capital de experiência que o poderia ajudar na aquisição de maturidade desportiva enquanto piloto de Ralis.



As fotos publicados no presente trabalho, foram obtidas nos links que abaixo se discriminam:
- http://formularali.wordpress.com/2010/04/10/cpr-serras-de-fafe-bernardo-sousa-rei-do-minho/
- http://autoandrive.com/2010/03/05/bernardo-sousa-com-epoca-bem-preenchida/
- http://speedsin.com/sportmotores/viewtopic.php?f=8&t=3306&start=560
- http://autosport.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=as.stories/90776
- http://autosport.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=as.stories/88701
- http://www.forum-auto.com/sport-auto/theme38/sujet378445-280.htm

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

P.E.C. Nº 29: Há Fiesta na aldeia!...



Enquanto a F1 parece estar em rota de afastamento com o nosso país no que respeita a sessões de testes, os Ralis têm olhado para Portugal como palco privilegiado para os seus trabalhos de preparação com vista à época de 2011.

Se a Citroen [Algarve] e a Mini/Prodrive [Ponte de Lima] já tinham realizado em solo luso algum trabalho de casa em semanas anteriores, desta feita foi a M-Sport que aproveitou a zona da Serra de Tavira para fazer rodar o novo Ford Fiesta com que se apresentará à partida do próximo campeonato do mundo de Ralis, seguramente ambicionando alcançar o título máximo de pilotos e de construtores.

Nas sessões de ensaios de «pré-época», Portugal apresenta-se actualmente como um destino preferencial para as equipas de Ralis.

Existem múltiplos locais e milhares de quilómetros de classificativas nos mais variados tipos de piso [quer em terra, quer em asfalto], o clima é em condições normais mais atractivo do que na zona central da Europa e logisticamente as dificuldades não são de grande monta.

A aposta no nosso país é quase óbvia, com a escolha a recair maioritariamente no Algarve onde, por norma, as equipas testam em condições muito semelhantes às que posteriormente vão encontrar em cada edição do Rali de Portugal.

Um grupo de velhos amigos de «Zona-Espectáculo», rumou ao sul do país para seguir nos últimos dias, no local e em directo, o trabalho dos comandados de Malcolm Wilson.

Estamos em crer, aliás, que um dos factores que pode atrair as equipas de ponta dos Ralis a regressar ao nosso país, além dos aspectos que atrás referimos, passa em grande medida pelo sentido de responsabilidade com que os adeptos sigam estes testes.

As equipas pretendem, nestas sessões de trabalho, antes de mais tranquilidade, alguma reserva e discrição.

Contrariando uma tendência generalizada de publicar em tempo quase real imagens ou fotografias, quer no Youtube, quer nos espaços das denominadas redes sociais, o grupo de amigos que acima citamos interagiu de forma construtiva com a estrutura que montou e organizou os testes, adoptando uma postura a todos títulos louvável ao comprometer-se a apenas revelar as imagens ali colhidas após a conclusão dos trabalhos, de molde a não perturbar o bom andamento dos mesmos.

Um desses amigos está perfeitamente identificado, autorizou expressamente a publicação das fotos que agora se partilham com os nossos visitantes, mas solicitou o anonimato por motivos que aceitamos e respeitamos integralmente.

Colheu, então, os momentos que de seguida passamos a revelar, sendo a ele que se deve, em exclusivo, a oportunidade de realizarmos a presente «P.E.C.».